Coeruleus
InicianteSemi-agressivo

Coeruleus

Acanthurus coeruleus

Coeruleus (Acanthurus coeruleus) é um peixe marinho de nível iniciante. Requer aquário de no mínimo 680 litros.

Aquário mín.

680L

Calcule o seu

Origem

Atlântico Ocidental: de Nova York e das Bermudas ao Golfo do México e ao Brasil. Atlântico Oriental: Ilha de Ascensão.

Comportamento

Dieta

Herbívoro

Dificuldade de alimentação

Média

Agressivo com a mesma espécie

Sim

Come corais?

Não

Come invertebrados?

Não

O Coeruleus (Acanthurus coeruleus) é um peixe-cirurgião do Atlântico, da família Acanthuridae. É também chamado de Blue Tang e Atlantic Blue Tang — e não deve ser confundido com o Blue Tang do Pacífico (Paracanthurus hepatus), que é outra espécie, de outro gênero e de outro oceano.

Ocorre no Atlântico Ocidental, de Nova York e das Bermudas ao Golfo do México e ao Brasil, e no Atlântico Oriental, na Ilha de Ascensão. Vive associado a recifes entre 2 e 50 metros de profundidade — mais comumente entre 2 e 18 metros. Está classificado como Pouco Preocupante (LC) na Lista Vermelha da IUCN, em avaliação de 2010.

Tamanho

  • Máximo em natureza: 39,0 cm TL. Recorde registrado em campo. TL é o comprimento total, do focinho à ponta da cauda.
  • Comprimento comum: 25,0 cm TL. O tamanho em que a maioria dos indivíduos é encontrada.

Os dois números são de animais em natureza. O que interessa ao aquarista é a consequência: é um peixe grande e nadador ativo, e é isso que dimensiona o aquário.

Aquário — a partir de 680 litros

Um cirurgião que pode passar de 30 centímetros e nada o dia inteiro precisa de volume e, principalmente, de comprimento para nadar. Aquário comprido vence aquário alto: ele ocupa a coluna aberta, não o fundo.

⚠️ 680 litros é o mínimo recomendado, não o ideal. É o piso de planejamento; acima dele, mais espaço é sempre melhor para um nadador desse porte.

Alimentação — herbívoro, e isso não é negociável

A dieta é inteiramente de algas. Não é um peixe que aceita ração de carnívoro como base: a alimentação vegetal sustenta a coloração, a imunidade e reduz a agressividade.

Os juvenis fazem outra coisa: pastam sobre tartarugas-verdes, limpando-as, e acompanham os animais enquanto se alimentam.

Recomendação prática

  • Planeje a partir de 680 litros, e prefira o aquário comprido ao alto.
  • Dieta vegetal como base. Algas e preparados herbívoros — não como complemento, como alimento principal.
  • Não é o Paracanthurus hepatus. Se a informação que você encontrou fala do peixe azul do Pacífico, ela não vale para este.

Compatibilidade

Compatível com ressalva

  • French Angel | Paru — Coocorrem no Atlântico Ocidental, da Flórida ao Brasil, e em natureza o Paru jovem mantém estação de limpeza e atende cirurgiões, entre outros clientes. A ressalva é o adulto: o casal do Paru defende vigorosamente sua área contra casais vizinhos — da própria espécie; estender isso a um cirurgião é suposição —, e os dois passam de 35 cm em tanque a partir de 600–680 litros. Parte da dieta do Paru é alga, mas ele come sobretudo esponjas.
  • Blue Tang — A sobreposição de dieta é pequena: o Blue Tang come zooplâncton e só ocasionalmente algas; o Coeruleus come só algas. A ressalva é de família, não de alimento: os dois são cirurgiões e carregam o espinho no pedúnculo caudal — o do Coeruleus fere —, e ocupam a coluna d'água em grupos soltos. Que briguem é suposição: não coocorrem em natureza (Indo-Pacífico e Atlântico), e a convivência dos dois só existe em aquário.
  • Yellow Tang — Os dois pastam algas — o Coeruleus se alimenta exclusivamente delas, o Yellow Tang navega por algas filamentosas —, então disputam o mesmo alimento, e os dois carregam o espinho no pedúnculo caudal. Daí a suposição de conflito entre os dois cirurgiões, e é suposição: as espécies não coocorrem em natureza (Pacífico e Atlântico). Depende de espaço e de alga disponível.
  • Powder Blue Tang — Mesmo gênero e mesma dieta: os dois comem algas bentônicas, e a sobreposição é total. Os dois têm o espinho caudal. É o par de maior risco desta lista — e ainda assim suposição, não observação: não coocorrem em natureza (Índico e Atlântico), e a convivência só existe em aquário. Exige muito espaço e alga para os dois.
  • Blue Devil Damsel — Donzelas defendem hortas de alga com agressividade contra herbívoros, e o Coeruleus responde em cardume, para superar essa defesa — isso acontece no Caribe, com outros gêneros de donzela; estender ao Blue Devil, do Indo-Pacífico, é suposição. O que é fato para o Blue Devil: come algas e vive em grupos de um macho com várias fêmeas. Em aquário o Coeruleus costuma estar sozinho, sem o cardume; a pressão tende a partir da donzela.

Perguntas frequentes

Qual é o tamanho do Acanthurus coeruleus?

Em natureza, o máximo registrado é 39 cm de comprimento total (TL), e o comprimento comum é 25 cm. Os dois números são de animais em natureza. Para o aquário, o que conta é a consequência: é um peixe grande e nadador ativo.

Qual o tamanho mínimo de aquário para o Coeruleus?

A partir de 680 litros — e esse é o mínimo recomendado, não o ideal. Prefira o aquário comprido ao alto: ele ocupa a coluna d'água nadando, não o fundo.

O que o Coeruleus come?

A dieta é inteiramente de algas. Em aquário, a base é alimento vegetal — algas e preparados herbívoros como alimento principal, não como complemento.

Acanthurus coeruleus é o Blue Tang da Dory?

Não. A Dory é o Paracanthurus hepatus, do Indo-Pacífico — outra espécie, outro gênero, outro oceano. O Acanthurus coeruleus é o Blue Tang do Atlântico, e ocorre da costa de Nova York ao Brasil. Informação sobre um não vale para o outro.

Posso manter o Coeruleus com outros peixes-cirurgião?

Com ressalva. Outros cirurgiões herbívoros disputam o mesmo alimento, e todos carregam o espinho no pedúnculo caudal; o par de maior risco é outro Acanthurus. Em natureza o Coeruleus forma pequenos grupos da própria espécie. Veja o bloco de compatibilidade desta ficha, par a par.

O Coeruleus é perigoso de manusear?

Sim. O espinho de cada lado do pedúnculo caudal pode causar ferimentos dolorosos. Manuseie com rede ou recipiente, sem tocar na base da cauda.

O Coeruleus ocorre no Brasil?

Sim. Ocorre no Atlântico Ocidental, de Nova York e das Bermudas ao Golfo do México e ao Brasil, entre 2 e 50 metros de profundidade. Em Fernando de Noronha, os juvenis limpam tartarugas-verdes e as acompanham enquanto se alimentam.

Está procurando um Coeruleus?

Salve na sua lista e ajude a mapear onde tem procura por essa espécie.

Fontes e referências

  • Figueiredo, J.L. & N.A. Menezes (2000) — Manual de peixes marinhos do sudeste do Brasil. VI. Teleostei (5). Museu de Zoologia, USP(Científica)
  • Cervigón, F. et al. (1992) — Fichas FAO de identificación de especies para los fines de la pesca. FAO(Organização)
  • Desoutter, M. (1990) — Acanthuridae, p. 962-964, in Check-list of the fishes of the eastern tropical Atlantic (CLOFETA)(Científica)
  • Böhlke, J.E. & C.C.G. Chaplin (1993) — Fishes of the Bahamas and adjacent tropical waters, 2ª ed. University of Texas Press(Científica)
  • Sazima, C., A. Grossman, C. Bellini & I. Sazima (2004) — The moving gardens: reef fishes grazing, cleaning, and following green turtles. Cybium 28(1):47-53(Científica)
  • IUCN Red List of Threatened Species — Acanthurus coeruleus, avaliação de 2010 (Pouco Preocupante)(Organização)

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